A exatos dois meses da Copa do
Mundo, 400 mil vagas temporárias serão abertas em bares de todo o
Brasil até o início do campeonato, em 11 de junho, segundo previsão
de Paulo Solmucci, presidente executivo nacional da Abrasel
(Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). “Essa
será a Copa do Mundo da década, sem dúvida. A geração de emprego e
renda ajudou o brasileiro a ter mais dinheiro no bolso para gastar
neste ano”. O país possui 350 mil bares, onde 100 mil
devem contratar ao menos quatro funcionários temporários, com
possibilidade de efetivação. No interior, onde as cidades costumam
“parar” para assistir os jogos da seleção, a tendência
é que a movimentação seja ainda maior.
Toda essa procura nos bares deve
fazer com que o setor de bares fature sozinho R$ 840 milhões a mais
que em um período normal. Isso significa que: sem a Copa, o setor
possui um faturamento de R$ 2,8 bilhões. Com o evento, a previsão é
que chegue a R$ 3,64 bilhões.
Para atender toda a essa demanda de
torcedores, os bares devem investir em pequenas reformas e na
compra de televisores. Na média, os pequenos estabelecimentos devem
investir R$ 1.000 enquanto os empreendimentos de médio porte devem
investir R$ 2.000. Em todo o país, os investimentos na preparação
para a Copa do Mundo irão movimentar R$ 300 milhões.
Em São Paulo, já há fila de espera
em alguns bares. No Bar do Torcedor, no Museu do Futebol, os
pacotes para eventos corporativos já estão fechados. A previsão é
que o faturamento chegue na casa dos R$ 350 mil por semana na Copa,
um aumento de 70% aos dias normais, segundo Marcelo Loucena,
gerente-geral. “Vamos trabalhar com espaços reservados,
com telões e pacotes com direito a almoço, sobremesa e bebidas. O
museu estará fechado, mas nós vamos estar a todo o
vapor”.
A contratação de garçons também
está nos planos de outro bar tradicional da capital paulista, o
Boleiros, na Vila Madalena. Com dois garçons contratados e outros
dois temporários de final de semana, a expectativa é que a Copa
crie ao menos quatro novas vagas, com chances de efetivação,
segundo Carlos Alberto Capozzi, sócio e gerente.
“Temos um grupo de
[clientes] franceses que já pediram parar vir mais cedo ao bar.
Sendo assim, vamos abrir logo pela manhã e funcionar o dia inteiro,
servindo petiscos e bebidas. Geralmente, os clientes gastam entre
R$ 200 a R$ 500 por jogo”.
Para quem está em busca de uma
oportunidade, o CAT (Centro de Apoio ao Trabalho) e o CST (Centro
de Solidariedade ao Trabalhador) oferecem vagas no setor. Os
interessados podem comparecer pessoalmente nos postos de
atendimento com RG, CPF e carteira de trabalho. Na média, os
empregadores pedem experiência de seis meses na função e cursos na
área.
Fonte: ABRASEL
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